Ah, os millennials.
Que geração… diferente.
Em pouco tempo, foram capazes de causar grandes mudanças no mundo. Provavelmente, nenhuma geração influenciou tanto a sua antecessora.
Antes, as gerações tomavam posse à medida que as anteriores saíam de figura. Mas com os millennials, não. Impacientes por natureza, chegaram chegando. E chegaram pra ficar!
Ok, vamos combinar uma coisa: quando falo millennials, estou me referindo à todas as gerações a partir da Geração Y.
Sucessão de Gerações
Antes de prosseguir, vamos fazer um breve escorço infográfico sobre a sucessão de gerações, conforme um aprofundado estudo em sociologia (popularmente conhecida por Wikipédia):
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Geração Perdida (1883 a 1900): marcados pela primeira guerra mundial e os Loucos Anos 20.
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Geração Grandiosa (1901 a 1924): Os veteranos da 2ª Guerra Mundial, que viram a grande depressão em sua juventude.
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Geração Silenciosa (1925 a 1945): Os mais jovens lutaram na 2ª Guerra. Os mais velhos na Guerra da Coreia. Graças a Deus, a última geração marcada por uma guerra…
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Baby Boomers (1946 a 1964): fruto de um período próspero após grandes guerras, ficaram marcados pela alta taxa de natalidade.
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Geração X (1965 a 1980): os últimos analógicos, que só viram a internet depois de adultos.
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Geração Y (1980 a 1995): os primeiros a abraçar a internet e chamar de sua, crescendo sob a sua influência inicial.
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Geração Z (1996 em diante): os filhos da internet. Não há consenso sobre o término desta geração.
Os millennials são a Geração Y, Z e todas as próximas, que aliás, podemos perceber que estão cada vez mais rápida: as mudanças entre uma geração e outra, que antes levavam mais de duas décadas, hoje são perceptíveis em poucos anos. Estima-se que, a partir de 2020, a cada três anos já temos uma nova geração bem definida.
Uma coisa é certa: a partir da Geração Y, muitos valores começaram a serem revistos: o machismo, o conservadorismo religioso… a liberdade sexual se tornou uma questão de dignidade e não um privilégio de poucos, e, principalmente, a globalização.
Hoje, vemos crianças que praticamente nascem sabendo manusear tablets e smartphones, que nunca escutaram o saudoso barulho da 56k conectando, ou tiveram que resumir a mensagem para caber em apenas um torpedo de SMS. Orkut, então, é coisa de matusalém.
Com Facebook, Whatsapp, Instagram, Google e Youtube, estas novas gerações são excelentes detectores de bullshit. Papai Noel, Coelhinho da Páscoa estão com os dias contados e a Cegonha já foi desta para a melhor há muito tempo.
É impossível competir com eles quando o quesito é informação ou tecnologia. E, se não podemos vencê-los… vamos nos unir a eles.
Isto já está acontecendo: tem muito pai que nunca imaginou que ia pedir a ajuda do filho pra comprar uma TV, mas que se rende às promoções da internet.
Por sua aptidão natural para tecnologia, pouca coisa passa despercebida por eles. E pouca coisa irrita mais do que… interrupção. Até a geração Y, crescemos acostumados a esperar pelas coisas: cartas, pesquisas na biblioteca, comerciais de televisão com até 3 minutos… hoje os 5 segundos do Youtube já são uma tortura.
E sabe qual é a importância deles?
Por isso, precisamos ficar atentos a seus costumes e suas exigências, pois dependemos deles para nos mantermos no mercado. Então, prepare-se: só a verdade os agradará. Cada vez mais, o marketing perde a função de convencer e adota a função de servir.
E assim, entramos na era do Marketing de Assistência, pois para nos conectarmos com quem já nasceu conectado, devemos causar uma reação diferente de “um &%$#@ de comercial da *&%$, de novo??”
A partir de agora, você tem duas opções: fisgar ou deixar seguir. E você tem apenas 6 segundos. Até a FOX já entendeu isso e está com comerciais de TV seguindo esta nova regra de ouro.
E você, o que está esperando?
Adapte-se.
Ou sofra as consequências.
Se precisar de ajuda, já sabe onde encontrar. Estamos aqui.